Análise Pós-Jogo: Derrota do USMNT em Amigável e Conquista de Portugal na Liga das Nações

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🇺🇸 USMNT sofre nova derrota

Imagem da seleção dos EUA
Getty Images

A seleção masculina de futebol dos EUA (USMNT), sob o comando de Mauricio Pochettino, registou a terceira derrota consecutiva, uma sequência negativa inédita na última década. Apesar da derrota por 2-1 num jogo amigável contra uma forte equipa da Turquia não ser tão grave quanto a campanha na Liga das Nações, o resultado principal é que, a um ano do Mundial em casa e a uma semana da Gold Cup, há muito trabalho a fazer.

Analisando mais a fundo, há outros aspetos a considerar. A equipa titular que entrou em campo em East Hartford estava longe daquela que poderá alinhar no próximo verão. Christian Pulisic foi dispensado para descansar após a época de clubes, Antonee Robinson e Folarin Balogun estão lesionados, enquanto Weston McKennie e Giovanni Reyna, entre outros, estão comprometidos com o Mundial de Clubes.

Na ausência destes, surgiram quatro estreantes numa equipa que começou bem, com Jack McGlynn a marcar um golo brilhante. No entanto, a Turquia conseguiu dar a volta ao resultado ainda antes da meia hora, com Arda Guler a intercetar um passe e Kerem Akturkoglu a marcar minutos depois. O USMNT teve mais oportunidades na hora restante, mas apenas Malik Tillman esteve perto de marcar.

Em última análise, o jogo foi decidido nas áreas, mas Pochettino viu muitos pontos positivos fora delas. A sua equipa pressionou com a agressividade que carateriza o treinador e conseguiu controlar 60% da posse de bola.

  • Pochettino: `O plano de jogo era para Diego [Luna] entrar por dentro, estar muito perto de Malik [Tillman] para controlar com Luca de la Torre e Johnny [Cardoso], e depois com Jack a ficar um pouco mais aberto, mas com a possibilidade de entrar, da forma como marcou o golo, ou a possibilidade, depois, de ter a liberdade para associar… Pela primeira vez, tentámos isto [depois de] poucos dias, e tínhamos de ir competir contra uma equipa como a Turquia. Penso que conseguimos, jogando desta forma, controlar a posse de bola, controlar o jogo.`

A esperança é que este verão sirva para a equipa – que ainda conta com jogadores importantes como Tyler Adams e Chris Richards – começar a familiarizar-se com as exigências do seu treinador. A partir daí, ainda haveria tempo para jogadores como Pulisic acrescentarem um toque de magia para o próximo verão. Igualmente, se os EUA quiserem ter um impacto sério no Mundial, terão de ser capazes de vencer várias equipas do nível da Turquia. Criar o hábito de o fazer seria bastante útil.

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🇵🇹 Portugal conquista a Liga das Nações num dérbi ibérico

Imagem da seleção de Portugal a festejar
Getty Images

Entretanto, na Europa, Portugal fez história ao tornar-se a primeira seleção a conquistar a Liga das Nações da UEFA por duas vezes. A importância deste título pode ser subjetiva, mas uma coisa é inegável: no final de mais um ciclo competitivo, nunca é mau vencer os rivais. Foi exatamente isso que a equipa de Roberto Martínez fez, seguindo a vitória na semifinal contra a Alemanha ao bater a vizinha (e favorita) Espanha no desempate por penáltis.

Seria justo dizer que a campeã europeia dominou em posse de bola, território e oportunidades, mas houve muito a admirar na garra portuguesa. Por duas vezes, Portugal conseguiu restabelecer a igualdade, com golos de Nuno Mendes e Cristiano Ronaldo, e ambas as equipas desperdiçaram oportunidades para vencer no final do tempo regulamentar. Bruno Fernandes e companhia mantiveram a calma nos 12 metros, com Álvaro Morata a ser o único a falhar. Este é o terceiro título para Portugal em nove anos, e embora seja um grupo muito diferente daquele que triunfou no Euro 2016, esta equipa tem tantos argumentos quanto aquela para ser considerada uma das principais candidatas a grandes troféus.

  • Martinez: `Quando trabalhamos há mais de 30 jogos, começamos a ver confiança, resiliência, crença e qualidade. Qualidade mais os outros valores ajudam a ganhar troféus. Não temos apenas uma equipa; temos 16-17 jogadores ao mesmo nível e, como treinador, tenho muitas opções e posso mudar conceitos. É uma equipa diferente de quando comecei; temos mais caráter e confiança.`

Quando Martínez fala em 16-17 jogadores, pode até estar a subestimar a profundidade do plantel. Esta equipa portuguesa impressiona pela combinação de juventude e talento. O lateral esquerdo Nuno Mendes, eleito jogador do torneio após uma excelente época no Paris Saint-Germain, juntamente com Vitinha e João Neves, que se mostrou sólido como lateral direito na seleção, representam a nova geração. Bernardo Silva, Bruno Fernandes e Rúben Dias trazem vasta experiência, enquanto Rafael Leão e Diogo Jota são excelentes opções no banco. Mesmo Cristiano Ronaldo, aos 40 anos, parece estar melhor integrado do que no Mundial de 2022.

É curioso, então, que Portugal não esteja entre os grandes favoritos para vencer o Mundial do próximo verão. Com base na última semana, é exatamente aí que deveriam estar classificados.

🔗  Outras Notícias

  • Análise USMNT: Mais desenvolvimentos a partir do Connecticut, onde houve sinais de que o USMNT é, pelo menos, capaz de executar as ideias de Pochettino, mesmo na derrota.
  • Spalletti demitido: Um fim de semana dramático em Itália, onde os Azzurri começaram a qualificação para o Mundial com uma derrota por 3-0 frente a uma impressionante Noruega. A resposta? Despedir Luciano Spalletti… mas apenas após o jogo de amanhã contra a Moldávia. Claudio Ranieri e Stefano Pioli são os dois candidatos para liderar a Itália, que, surpreendentemente, tem trabalho a fazer para regressar ao Mundial após 12 anos.
  • Ange fora do Tottenham: Que fim de semana agitado no carrossel de treinadores. Tudo começou na sexta-feira com a confirmação do Tottenham, após muita deliberação, do despedimento de Ange Postecoglou, 16 dias após o triunfo na Liga Europa. Thomas Frank, do Brentford, é o principal candidato à vaga.
  • Artistas para o intervalo da final do Mundial de Clubes: Notícias de última hora. A FIFA confirmou que J Balvin, Doja Cat e Tems atuarão no espetáculo do intervalo da final do Mundial de Clubes no MetLife Stadium.
  • Wirtz cobiçado: O Liverpool está a tentar chegar a acordo com o Bayer Leverkusen por Florian Wirtz, naquele que seria um negócio recorde em Inglaterra. O artigo original explica porque seria um bom investimento.
  • Alegado “envenenamento” nos Vancouver Whitecaps: Numa trama mais shakespeariana do que da CONCACAF, o selecionador do Canadá, Jesse Marsch, alegou que três jogadores dos Vancouver Whitecaps foram “envenenados” durante a viagem para o jogo da Liga dos Campeões contra o Cruz Azul.
  • Ronaldo fora do Mundial de Clubes: Cristiano Ronaldo confirmou que não estará no Mundial de Clubes. Espera-se que prolongue o seu contrato com o Al-Nassr, após revelações da CBS Sports na semana passada de que estava em negociações com autoridades do governo saudita.
Rodrigo Carvalhal
Rodrigo Carvalhal

Rodrigo Carvalhal, 36 anos, jornalista esportivo sediado em Lisboa. Especializou-se na cobertura de desportos radicais e de aventura, acompanhando de perto o crescimento do surf e do skate em Portugal.

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